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Bonito pode ser o segundo destino turístico ‘carbono neutro’ do mundo

Segundo especialistas, agronegócio pode se desenvolver em consonância com o turismo

PorDa Redação

6 ago 2022
Bonito é um dos principais destinos turísticos do MS. Foto: Flavio André
Bonito é um dos principais destinos turísticos do MS. Foto: Flavio André

A Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul), apresentou o cultivo de soja e milho como alternativa econômica, com impactos positivos no social e no turismo local, na região de Bonito, que podem fazer do município o segundo do mundo classificado como carbono neutro. O evento aconteceu na sexta-feira (5), em parceria com o Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), e reuniu agricultores e representantes do turismo.

Segundo o presidente da Aprosoja-MS, André Dobashi, é possível a manutenção da produção de grãos, de forma sustentável, em consonância com o turismo. “Entendemos que produzir com sustentabilidade é um grande atrativo, e isso precisa ficar claro para diversos turistas do mundo, principalmente numa cidade como Bonito, com tantos encantos naturais, dando a oportunidade de contarmos um pouco da história do produtor de Bonito e todo o trabalho que ele faz a cada dia”.

O líder da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, palestrou no evento e sinalizou que uma empresa deve investigará a possibilidade de Bonito se tornar o segundo destino do mundo classificado como carbono neutro. Em primeiro atualmente Machu Picchu, no Peru.

“A diferença é que Machu Picchu é carbono neutro a partir de compra de crédito de carbono de outras regiões. E o trabalho que essa empresa fará, vai investigar se Bonito pode se tornar carbono neutro, capturando o que emite”, explica o secretário, sinalizando que a cidade ainda aumentará a área destinada à agricultura, somando à perspectiva de que Mato Grosso do Sul deve atingir em 2025, o total de 5 milhões de hectares destinada à soja.

Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, o diálogo responderá pelo progresso de Mato Grosso do Sul.
“A realização desse evento é prova da transformação da agropecuária da região. Temos aqui pessoas interessadas em conhecer ainda mais sobre práticas agrícolas sustentáveis, o que vem norteando nosso desenvolvimento, por meio da integração da agricultura e o turismo rural e ecológico. Temos muito potencial para diversificar a produção agropecuária, aliada à qualidade e sustentabilidade. Nesse processo, o conhecimento é fundamental. Esse é nosso compromisso, por meio da Famasul, Senar e Aprosoja-MS”, finalizou Bertoni.