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Guias de turismo fazem sonhos tornarem realidade em Bonito

PorAnna Gomes

14 maio 2021
Sebastião ao lado do DJ Jesus Luz.

No último dia 10 de maio foi comemorado o Dia do Guia de Turismo. Em uma cidade turística como Bonito, o trabalho desenvolvido por esse profissional é de vital importância para o pleno funcionamento do setor, que ajuda a movimentar a economia do comércio local e da região.

O guia de turismo abre portas, conecta, fala – mas também escuta – adapta e encanta. Quem já fez uma viagem e voltou dizendo “Aquele guia fez a diferença”? Pois é, esses personagens fazem você gostar de um lugar, um passeio ou uma atividade. É alguém que recebe, que cuida, que abre as portas da sua casa. Sendo a casa, neste caso, sua cidade, local, destino ou região.

Além da formação técnica, os profissionais também são especializados na área de primeiros socorros e salvamento aquático. Em Bonito e região temos ótimos exemplos de grandes profissionais. Um deles é o Sebastião Amaro Júnior, de 43 anos. Experiente na área, ele trabalha como guia em Bonito há mais de duas décadas, mas já chegou a trabalhar em outras regiões, como o Pantanal e Rio de Janeiro. O Bonitense destaca que o amor à profissão é a principal chave para ser um bom profissional.

“Sou da terceira turma de guias formados em Bonito. Aproximadamente 40 pessoas formaram comigo e hoje em dia apenas uns 10 ainda trabalham na mesma profissão. Como guia, já conheci pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo. Nem tudo são flores, temos que amar muito a profissão que escolhemos”, disse.

Rogério Alves, 37, é guia há 15 anos, mas trabalha no setor do turismo há duas décadas. Nascido em Bonito, ele conhece os quatro cantos da Capital do Ecoturismo e região. Além de atender vários atrativos da cidade, ele explica que ser guia de turismo o ajudou a superar uma limitação pessoal.

“Eu sempre gostei da natureza, mas era tímido e tinha receio de falar em público. Durante uma época eu pensei que não era capaz de exercer a profissão, mas ser guia quebrou barreiras. Percebi que as pessoas viajavam para Bonito exclusivamente pra conhecer a natureza e a cultura local. Eles queriam presenciar tudo que nós moradores já conhecíamos muito bem. Fiz o curso e me apaixonei pelo meu trabalho. O turismo foi abrindo portas, cheguei a trabalhar em outros Estados e até recebi convite internacional. Participei de um intercâmbio na Irlanda, para aperfeiçoar o meu inglês e também fiz especialização de atendimento de estrangeiro, além de guia também sou intérprete”, contou.

Beto Peres, de 48 anos, é guia há sete anos. Nascido na cidade de Rio Brilhante, ele se mudou para Bonito em 1.999. Amante da natureza, ele já veio para a Capital do Ecoturismo para trabalhar em uma profissão ligada ao turismo. Beto sabe da responsabilidade de ser um guia e conta como é ver sonhos se tornando realidade.

“Sempre busquei qualidade de vida e aqui ajudo as pessoas a realizarem sonhos. A nossa responsabilidade é muito grande, a nossa expectativa é sempre proporcionar as melhores experiências aos visitantes”, destacou.

Durante a pandemia, Bonito ficou fechado por quase quatro meses. A classe destaque que passaram momentos difíceis, mas que aos poucos as coisas estão melhorando.

“Foi uma fase difícil para todas profissões, mas também teve uma união da classe, nos fortalecemos. Vejo uma melhora gradativa, pois as pessoas ainda estão inseguras pra viajar, mas o destino de ecoturismo é uma necessidade do ser humano nos próximos anos. O ‘reconectar com a natureza’ vai ser um item necessário no futuro e vejo como um ponto positivo para a profissão”, finalizou Beto.