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Culinária do MS é a preferida de turistas do mundo todo

Do pintado ao urucum à chipa, sabores conquistam turistas

PorDa Redação

22 fev 2021
Pintado ao urucum é um das delícias do MS
Pintado ao urucum é um das delícias do MS

O tempero brasileiro parece ter caído no gosto do turista internacional que esteve em nosso país no ano de 2019. É o que aponta a Demanda Turística Internacional realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). 

O levantamento revela que os visitantes estrangeiros aprovaram com louvor a culinária de todos os cantos do Brasil. Os sabores do Mato Grosso do Sul, por exemplo, receberam nota 8,8, a maior entre as Unidades da Federação. Conheça os principais pratos da culinária sul-mato-grossense.

1- Chipa

Típica da cozinha argentina e do vizinho local Paraguai, a chipa é marca registrada de outra cultura muito forte no Estado, com traços históricos na música, política e até rivalidade (como a Guerra do Paraguai).

Em geral, o preparo de sua massa é bem simples: requer polvilho, óleo vegetal ou azeite de oliva, queijo ralado, ovos e sal. Após pronta a massa, as chipas são moldadas em forma de “ferradura” e levadas ao forno para assar.

Ainda falando sobre essa influência gastronômica, não podemos deixar de fora o nosso famoso tereré, não é de comer, mas é de beber e representa a cultura sul-mato-grossense.

Para quem não conhece, ele parece o chimarrão dos pampas, mas a erva usada é diferente, a bomba para a sucção da bebida também e o ao invés de água fervendo, ela precisa estar bem fria para servir.

2. Sopa Paraguaia 

A famosa sopa que não precisa de colher e nem prato para comer  

Como o próprio nome já diz, a influência do nosso vizinho é bem forte em Mato Grosso do Sul.

A sopa paraguaia foge bem do conceito de sopa conhecido no restante do país – que geralmente envolve mais líquido do que sólido – e é uma das iguarias mais curiosas aos turistas que visitam o Estado

3. Quebra torto

Quebra-torto é o que não pode faltar na mesa pantaneira, o prato é comum nas fazendas de Mato Grosso do Sul.

É no café da manhã, sim isso mesmo, na primeira refeição do dia, o prato é composto por ingredientes que seriam mais comuns no almoço em outros locais. Com gostinho de fazenda, o arroz carreteiro é feito com arroz e carne seca, ovo frito e outros temperos.

O arroz carreteiro faz parte da história do Rio Grande do Sul, a origem do prato vem das comitivas boiadeiras, quando se transportava o rebanho através das estradas ainda de chão batido. Como não se podia congelar a comida, o charque era levado no lombo de animais em baús (bruacas) e se tornou fundamental na tradição culinária do Pantanal.

4. Caldo de piranha

Peixe abundante nos rios do Pantanal é também bastante apreciado na cozinha, com fama de ter propriedades afrodisíacas.

A gastronomia pantaneira possui um cardápio que sofreu influência de outros países sul-americanos. Entre os ingredientes de uma culinária tão rica é possível destacar a presença de peixes como: Pacu, Pintado e o Dourado que podem ser fritos, cozidos ou assados além do caldo de piranha.

A piranha é considerada como um peixe difícil de se comer inteiro por conta de suas espinhas, por isso o caldo é a receita mais preparada deste pescado.

5. Paçoca de carne seca

Tradicionalmente encontrada na rota Norte de Mato Grosso do Sul, destacamos na culinária regional: a paçoca de carne seca, feita com carne-de-sol e farinha de mandioca socada no pilão.

O prato é herança da tradição alimentar dos índios, que tinham como base da alimentação a mandioca. A paçoca de carne seca pode ser servida como prato único ou acompanhada de arroz branco, couve mineira, purê de mandioca, banana da terra cozida ou mandioca cozida. 

6. Sarravulho

O sarravulho teve sua origem em Portugal. Era uma espécie de cozido da miudeza do carneiro com batatas. Em Corumbá, o senhor Eleutério Gouveia, nascido em Portugal, fez uma adaptação utilizando a miudeza do gado pantaneiro.  Hoje em dia é muito servido em festas como prato anterior ao churrasco. 

Os pratos são feitos a base de carne de porco com os nomes arroz de sarrabulho e papas de sarrabulho, aqui foi transformado no prato típico pelo corumbaense com ingredientes à base de (miúdos de bovino com vinho, lingüiça, calabresa, paio e azeitonas).

6. Quibebe de mandioca

Com dias chuvosos e temperaturas amenas, um quibebe de mandioca é um prato ideal, principalmente quando sobra aquela carne do churrasco do dia anterior.

O termo ‘quibebe’ batiza outros pratos, alguns até doces, mas o quibebe de mandioca sul-mato-grossense tem um toque pantaneiro e é um cozido de carne assada (geralmente oriunda de algum churrasco realizado na véspera) com a mandioca também cozida. 

7. Pintado ao urucum

Se você já usou colorau para dar cor a um prato, então você já usou urucum em sua cozinha. Na verdade, o urucum é um “tempero que não tempera”. Seu sabor é muito suave, o que não atrapalha os outros ingredientes do prato.

Um dos pratos tipicamente pantaneiro e saborosos, foi criado no Pantanal há mais de 40 anos e agrega o filé de pintado, peixe muito encontrado e é apreciado na região de Corumbá e Ladário.

Os filés são empanados no trigo, fritos, e servidos em um molho à base de urucum, leite de côco e tomates, com queijo para gratinar. 

A gastronomia sul-mato-grossense é rica em cores, aromas e texturas. É uma mistura de várias contribuições das muitas migrações ocorridas no Estado e que valem a pena ser experimentadas.

Brasil

A gastronomia brasileira é uma das apostas do Ministério do Turismo para retomada do setor doméstico no período pós-covid. Pensando nisso, o MTur assinou, em dezembro de 2020, um acordo com o Instituto Federal de Brasília (IFB) para realização de projeto de pesquisa com vistas a subsidiar e apoiar o Programa Nacional de Turismo Gastronômico, desenvolvido pela pasta. Relatórios da Organização Mundial do Turismo (OMT) apontam que a gastronomia figura como um dos três motivadores essenciais para a escolha de um destino turístico, atrás apenas de cultura e natureza.

“Somos um país com sabores e temperos únicos. Temos um potencial enorme para nos destacar no cenário mundial e é para isso que temos trabalhado, unindo esforços com outros atores e elaborando projetos que consigam transformar todo esse potencial em realidade”, comenta o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.